segunda-feira, 10 de março de 2008

História monárquica do Brasil


Período inicial do Império, estende-se da independência do Brasil, em 1822, até a abdicação de Dom Pedro I , em 1831. Aclamado primeiro imperador do país a 12 de outubro de 1822, Dom Pedro I enfrenta a resistência de tropas portuguesas. Ao vencê-las, em meados do ano seguinte, consolida sua liderança.

Seu primeiro ato político importante é a convocação da Assembléia Constituinte, eleita no início de 1823. É também seu primeiro fracasso: devido a uma forte divergência entre os deputados brasileiros e o soberano, que exigia um poder pessoal superior ao do Legislativo e do Judiciário, a Assembléia é dissolvida em novembro. A Constituição é outorgada pelo imperador em 1824. Contra essa decisão rebelam-se algumas províncias do Nordeste, lideradas por Pernambuco. A revolta, conhecida pelo nome de Confederação do Equador, é severamente reprimida pelas tropas imperiais.


Embora a Constituição de 1824 determine que o regime vigente no país seja liberal, o governo é autoritário. Freqüentemente, Dom Pedro impõe sua vontade aos políticos. Esse impasse constante gera um crescente conflito com os liberais, que passam a vê-lo cada vez mais como um governante autoritário. Preocupa também o seu excessivo envolvimento com a política interna portuguesa. Os problemas de Dom Pedro I agravam-se a partir de 1825, com a entrada e a derrota do Brasil na Guerra da Cisplatina . A perda da província da Cisplatina e a independência do Uruguai, em 1828, além das dificuldades econômicas, levam boa parte da opinião pública a reagir contra as medidas personalistas do imperador.

Sucessão em Portugal – Além disso, após a morte de seu pai Dom João VI , em 1826, Dom Pedro envolve-se cada vez mais na questão sucessória em Portugal. Do ponto de vista português, ele continua herdeiro da Coroa. Para os brasileiros, o imperador não tem mais vínculos com a antiga colônia, porque, ao proclamar a Independência, havia renunciado à herança lusitana. Depois de muita discussão, formaliza essa renúncia e abre mão do trono de Portugal em favor de sua filha Maria da Glória.


Ainda assim, a questão passa a ser uma das grandes bandeiras da oposição liberal brasileira. Nos últimos anos da década de 1820, esta oposição cresce. O governante procura apoio nos setores portugueses instalados na burocracia civil-militar e no comércio das principais cidades do país. Incidentes políticos graves, como o assassinato do jornalista oposicionista Líbero Badaró em São Paulo, em 1830, reforçam esse afastamento: esse crime é cometido a mando de policiais ligados ao governo imperial e Dom Pedro é responsabilizado pela morte.

Sua última tentativa de recuperar prestígio político é frustrada pela má recepção que teve durante uma visita a Minas Gerais na virada de 1830 para 1831. A intenção era costurar um acordo com os políticos da província, mas é recebido com frieza. Alguns setores da elite mineira fazem questão de ligá-lo ao assassinato do jornalista. Revoltados, os portugueses instalados no Rio de Janeiro promovem uma manifestação pública em desagravo ao imperador. Isso desencadeia uma retaliação dos setores antilusitanos. Há tumultos e conflitos de rua na cidade. Dom Pedro fica irado e promete castigos. Mas não consegue sustentação política e é aconselhado por seus ministros a renunciar ao trono brasileiro. Ele abdica em 7 de abril de 1831 e retorna a Portugal.

Período durante o qual Dom Pedro II governa o Brasil. Começa em 1840, com a antecipação da maioridade do imperador, e termina em 15 de novembro de 1889, quando é deposto pelos militares na Proclamação da República. Durante os primeiros dez anos do Segundo Reinado, o regime monárquico estabiliza-se. A derrota das insurreições nascidas durante a regência pacifica as províncias. O governo central é reforçado com o Poder Moderador do soberano – que dá ao monarca a palavra final, em casos de conflitos – e com a restauração do Conselho de Estado, extinto no período regencial.


Apogeu – O Segundo Reinado tem seu apogeu nas décadas de 1850 e 1860. Nesse período, a contestação à monarquia é muito pequena. O governo é exercido pelo Ministério, que conta com maioria parlamentar desde a implantação do parlamentarismo, em 1847. Sem maiores preocupações com sua frente interna, o império envolve-se em disputas na região Cisplatina, sobretudo na Guerra do Paraguai (1865-1870). O Brasil vence, mas o ônus econômico, social e político é muito grande e abre espaço para os adversários do regime.

Campanha republicana – Em 1870, fazendeiros, políticos, jornalistas e intelectuais lançam no Rio de Janeiro o Manifesto Republicano . É o sinal do declínio da monarquia. Apesar do pouco sucesso eleitoral dos candidatos republicanos, suas idéias disseminam-se pela população.


FIM DO SEGUNDO REINADO - HISTÓRIA DO BRASIL


Enquanto isso, o império patina na questão do trabalho escravo, incompatibilizando-se com a aristocracia escravista e levando os abolicionistas a se unirem aos republicanos. Os problemas com a Igreja e com o Exército, nas décadas de 1870 e 1880, agravam a crise, que atinge seu ápice com a abolição da escravatura em 1888. Apesar de os dirigentes do império verem a abolição como uma vitória da monarquia, as oligarquias rompem com o regime, deixando de lhe dar sustentação. No dia 15 de novembro de 1889, um grupo de militares proclama a república e põe fim ao Segundo Reinado.

Dom Pedro II – Ao contrário de Dom Pedro I , seu pai e antecessor, Dom Pedro II é um soberano sem gosto pelo poder e sem talento para governar. Pessoa reservada e erudita, prefere o convívio com os intelectuais europeus ao relacionamento com os políticos brasileiros. Deixa a administração a cargo do ministério para dedicar-se mais aos estudos e ao intercâmbio com os centros culturais da Europa. Quando a campanha republicana ganha vulto, nos últimos dias do império, o soberano revela apenas surpresa e desencanto.



14 comentários:

  1. ta otimo para fazer trabalhos.pois esta pequeno e fala sobre tudo mesmo sendo pouca coisa

    ResponderExcluir
  2. e quais são os conflitos ocorridos durante o periodo monarquico brasileiro (1822-1889)

    ResponderExcluir
  3. por quenosnao se lembramos que nos sabemos toda aquela historia por que nos ja fomos auquem daqelaepoca e quauquer umpoderia ser donpedro ou leupoudina a isabell e etc entao eutenho8 anosesei disso evoceis presisao ainda de ajuda e eu sei queelesestao aquido meu la le uns que ja renaserao estao mesmo assimcomigopela aminhafamilia eu fui rica vida pasadanesa vida possoser pobre e se eu fui escrava agora suu ruca a vida e oque agente fas hoje e a muito tempo atras

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Bora aprender a escrever ? :D :D kkk

      Excluir
    2. kkkkkkkkkkkkkk, está precisando mesmo.

      Excluir
  4. Prezados amigos(as)

    Boa tarde

    Sou totalmente a favor da monarquia Brasileira, acreditamos na república ate os dias de hoje e se olharmos bem, podemos perceber a sujeira por trás de tudo. Votamos em presidentes corruptos que não fazem nada por nosso pais, todos os dias acompanhamos em jornais e revistas crianças e adolescentes que não tem uma escola para estudar, que vivem em condições precárias, falta de saneamento básico, problemas com infraestrutura em hospitais, falta emprego para jovens com nível superior. Pergunto a todos para onde vai todos os impostos que pagamos, que não são poucos. Os bancos enriquecem a cada dia com taxas absurdas. Todos acompanharam políticos que esconderam dinheiro em cueca e continuam roubando sem se preocupar em suprir nossas necessidades mais básicas. Ate quando vamos viver nesta situação?

    Sou a favor da cora e fiel a ela, pois acredito que a mesma pode trazer de volta a segurança que precisamos. Mas uma vez peço que olhem o que esta acontecendo em nosso mundo, olhe para a quantidade de crianças que estão passando fome e que não tem uma escola decente para estudar, veja os bancos que enriquecem as nossas custas, os problemas com saneamento básico. Quanto tempo será necessário para que as mudanças aconteçam, olhe para sua futura geração. SOU FIEL A COROA E ACREDITO QUE A SOLUÇÃO PARA CONCERTAR NOSSO PAIS , concordo que o maior interesse do imperador é a nação.

    reflitam e pensem muito

    ResponderExcluir
  5. Hahaha santa ignorância do cara defendendo a Monarquia! Acho que nem merece discutir sobre isso com uma pessoa com tal opinião. Vai estudar História, rapaz! Que absurdo!

    ResponderExcluir
  6. muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito grande pra copiar

    ResponderExcluir
  7. concorda com monarquia? KKKKKKKKKKKKK.
    Meu Deus do céu, você sabe os conceitos? Ideologias? Não fale bobagens...

    ResponderExcluir
  8. Olha o lek de 8 anos, pelo amor de Deus, da até raiva de ler o texto do mesmo, como o que concorda com a Monarquia, analfabetismo político.

    ResponderExcluir
  9. Estou me preparando para o vestibular e o texto me ajudou muito, acertei todos os simulados que fiz.
    Estudar o passado nos ajuda entender o presente. O tipo de colonização feita em nosso país na época de seu descobrimento foi o de exploração, tudo em nome da coroa; por isso fomos até ontem, país subdesenvolvido.
    Pena que existam pessoas com preguiça de estudar e criticam mesmo estando em total ignorância. Desses, só nos resta rir.
    Parabéns ao autor do texto.

    ResponderExcluir